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Unesp 2021-2: Filosofia

Primeira Fase - Cursos das Áreas de Exatas e Humanidades

1. (Unesp 2021) Locke […] admite, a título de direito natural, o direito de propriedade fundado sobre o trabalho e limitado, por consequência, à extensão de terra que um homem pode cultivar, e o poder paterno, sendo a família instituição natural e não política. […] O pacto social não cria nenhum direito novo. É um acordo entre indivíduos que se reúnem para empregar a força coletiva no sentido de executar as leis naturais, renunciando a executá-las por sua própria força.

(Émile Bréhier. História da filosofia, 1979.)

O excerto apresenta um aspecto da teoria política de Locke, que estabelece

  1. a garantia da defesa de bens individuais.
  2. a submissão das famílias à decisão coletiva.
  3. a regulação do Estado conforme a vontade divina.
  4. a ausência de um poder soberano.
  5. a autoridade do governo na divisão de propriedades.

2. (Unesp 2021) E se esse tal futuro

for pior do que o presente

E se for melhor parar

do que caminhar pra frente

E se o amor for dor

E se todo sonhador

não passar de um pobre louco

E se eu desanimar,

Se eu parar de sonhar

queda a queda, pouco a pouco.

(Bráulio Bessa. “Se”. In: Poesia que transforma, 2018.)

No excerto do cordel, o eu lírico manifesta inquietação equivalente a uma preocupação central e recorrente na história da filosofia, desde suas origens, qual seja:

  1. a identificação de princípios reveladores da virtude.
  2. a fundamentação do conhecimento na experiência empírica.
  3. o desenvolvimento de critérios de organização da linguagem.
  4. o questionamento contínuo para a compreensão da realidade.
  5. a busca ininterrupta da verdade plena e absoluta.

3. (Unesp 2021) A crítica de Sócrates aos sofistas consiste em mostrar que o ensinamento sofístico limita-se a uma mera técnica ou habilidade argumentativa que visa a convencer o oponente daquilo que se diz, mas não leva ao verdadeiro conhecimento. A consequência disso era que, devido à influência dos sofistas, as decisões políticas na Assembleia estavam sendo tomadas não com base em um saber, ou na posição dos mais sábios, mas na dos mais hábeis em retórica, que poderiam não ser os mais sábios ou virtuosos.

(Danilo Marcondes. Iniciação à história da filosofia, 2010.)

De acordo com o texto, a crítica socrática aos sofistas dizia respeito

  1. ao entendimento de que o verdadeiro conhecimento baseava-se no exercício da retórica.
  2. à desvalorização da pluralidade de opiniões e de posicionamentos político-ideológicos.
  3. ao prevalecimento das técnicas discursivas nas decisões da Assembleia acerca dos rumos das cidades-Estado.
  4. ao predomínio de líderes pouco sábios e com poucas virtudes na composição da Assembleia.
  5. à defesa de formas tirânicas de exercício do poder desenvolvida pela retórica convincente.

4. (Unesp 2021) É relativamente consensual que uma era biotecnológica se aproxima. Em um futuro cenário de desenvolvimento biotecnológico, que será instaurado com o progresso tecnológico no século XXI, alterar-se-á um dos mais tradicionais dilemas da moralidade. Em vez de enfrentarmos a questão de que atitudes e deveres morais temos para com os seres compreendidos atualmente como animais não humanos (por exemplo, gato, cachorro, cavalo etc.), a questão será que obrigações teremos com outro tipo de não humano, isto é, os chamados pós-humanos. A pós-humanidade seria alcançada por meio da aplicação de técnicas de manipulação, instrumentalização e artificialização da vida, do patrimônio biológico do humano. O humano, por iniciativa própria e com vistas ao melhoramento da sua natureza, deixaria de ser humano.

(Murilo Mariano Vilaça e Maria Clara Marques Dias. “Transumanismo e o futuro (pós-)humano”. Physis – Revista de Saúde Coletiva, 2014. Adaptado.)

Ao tratar de aspectos da bioética, o texto propõe uma reflexão sobre

  1. os conflitos atuais entre os humanos e os seres pós-humanos.
  2. a procedência de recursos empregados nas pesquisas tecnológicas.
  3. os limites técnicos das pesquisas em biotecnologia.
  4. a amoralidade do esforço de imaginar e prever o futuro humano.
  5. a necessidade futura de redefinição do conceito de humanidade.

5. (Unesp 2021) Pode acontecer que, para a educação do verdadeiro filósofo, seja preciso que ele percorra todas as gradações nas quais os “trabalhadores da filosofia” estão instalados e devem permanecer firmes: ele deve ter sido crítico, cético, dogmático e histórico e, ademais, poeta, viajante, moralista e vidente e “espírito livre”, tudo enfim para poder percorrer o círculo dos valores humanos, dos sentimentos de valor, e poder lançar um olhar de múltiplos olhos e múltiplas consciências, da mais sublime altitude aos abismos, dos baixios para o alto. Mas tudo isso é apenas uma condição preliminar da sua incumbência. Seu destino exige outra coisa: a criação de valores.

(Friedrich Nietzsche. Além do bem e do mal, 2001. Adaptado.)

No texto, Nietzsche propõe que a formação do filósofo deve

  1. assegurar e manter os poderes políticos do governante.
  2. conhecer e extrapolar as práticas de vida, os sentimentos e os valores presentes na sociedade.
  3. privilegiar e fortalecer o papel da religião nas atitudes críticas perante a vida e os humanos.
  4. restringir-se ao terreno da reflexão na busca por uma verdade absoluta.
  5. retomar a origem una e indivisível dos humanos, na busca de sua liberdade de natureza.

6. (Unesp 2021) Mas eu me persuadi de que nada existia no mundo, que não havia nenhum céu, nenhuma terra, espíritos alguns, nem corpos alguns; me persuadi também, portanto, de que eu não existia? Certamente não, eu existia, sem dúvida, se é que eu me persuadi ou, apenas, pensei alguma coisa. Mas há algum, não sei qual, enganador mui poderoso e mui ardiloso que emprega toda a sua indústria em enganar-me sempre. Não há pois dúvida alguma de que sou, se ele me engana; e, por mais que me engane, não poderá jamais fazer com que eu nada seja, enquanto eu pensar ser alguma coisa. De sorte que, após ter pensado bastante nisto e de ter examinado cuidadosamente todas as coisas, cumpre enfim concluir e ter por constante que esta proposição, penso, logo sou, é necessariamente verdadeira, todas as vezes que a enuncio […].

(René Descartes. Meditações, 1973.)

Segundo o texto, um dos pontos iniciais do método de Descartes que o levou ao cogito (“penso, logo sou”) foi

  1. a análise das partes.
  2. a síntese das partes analisadas.
  3. o prevalecimento da alma sobre o raciocínio.
  4. o reconhecimento de um Deus enganador.
  5. a arte da persuasão grega.

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